terça-feira, 14 de setembro de 2010

Futebol, Política e Religião

Bem segue um texto que produzi para trabalhar com meus alun@s... Tá super politicamente correto, em sua forma, mas são só palavras bonitinhas para dizer o que realmente penso. 

Futebol, política e religião não se discutem mesmo?? Será mesmo? Apesar do clichê que diz que essas três coisas não se discutem, são assuntos que influenciam, e muito na vida de qualquer cidadão, além de serem o tema das conversas mais calorosas desde as mesas de bar até os jantares em família.
São opiniões que construímos de acordo com nossas experiências pessoais, em sociedade e principalmente por influencia dos nossos familiares e amigos, tanto no caso do futebol, quanto na religião ou política.
Não vejo problema em debater sobre esses assuntos, de forma saudável o debate pode nos levar a conhecer e respeitar as outras opiniões e quem sabe (acho mais fácil isso acontecer em relação à política e a religião) mudarmos a nossa, ou ter ainda mais convicção no que defendemos.
Entretanto, existem casos extremos onde essa opinião pessoal, é levada de uma maneira exagerada, resultando em casos de ultraviolência, como as “richas” entre as torcidas organizadas, os fanáticos religiosos e os atentados terroristas que acontecem pelo mundo pela independência de algum território, ou casos de diferenças de ideais políticos.
Precisamos analisar com calma, quais são os factores que levam esses determinados grupos a realizarem tais fatos. No caso do futebol, e das torcidas organizadas é complicado afirmar, mas me atrevo a dizer que é para se “auto-afirmar” como a melhor torcida, a mais temida, ou qualquer coisa assim.
Já nos outros dois casos eles estão defendendo uma causa maior, não que eu concorde com a forma com que fazem isso, entretanto, estão defendendo a sua religião, como no caso dos conflitos na faixa de Gaza, e por todo o oriente médio, que acontecem desde as lendárias cruzadas na Idade Média. Ou a sua ideologia política como no caso da Guerra Fria há algumas décadas atrás, a própria guerra do Afeganistão/Iraque, ou os atentados terroristas na Catalunha, Espanha, pela Independência da província.
O conflito direto como ocorreu em alguns exemplos que citei, muitas vezes podem ser evitados, e trocados por um bom e belo debate de idéias, respeitando a opinião alheia. Entretanto, em casos como o da independência de algum território, ou o do Iraque que estão ligados a “fatores econômicos“ é complicado isso se resolver em apenas uma conversa.    
   O que relaciono entre esses três pontos, é exatamente o fervor com que são tratados em todo o mundo; as regras que de certa forma transmitem para nós; a violência física ou mesmo simbólica que estão intrinsecamente relacionadas aos temas; e o respeito que devemos ter ao tratar deles com outras pessoas, principalmente com opiniões divergentes a nossa.

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