Oi ... Faz tempo né?? da ultima postagem que fiz por aqui... Tava com saudade já, de escrever, e ficar, aqui, divagando minhas idéias, as vezes (MUITO) absurdas e outras, talvez, só um pouco radicais e mal argumentadas. Eu estava de “férias” e sem computador.
Mas, FODA-SE a minha saudade, e essa PORRA toda. O que vou escrever hoje, não tem nada haver com isso, e nem vai ser uma daquelas “super” redações de colégio, ao melhor estilo, " A PORRA das minhas férias". rs. (Tá tira o palavrão dali, que não tem necessidade!![mas só dessa vez!]).
O que me inspirou escrever essa vez foi/foram diversos acontecimentos. É tá vago, mas enfim. Eu acabei de assistir um filme gaúcho de título: "Antes que o mundo acabe" (muito bom, aliás, indico para os cinefélios de plantão que por acaso passem por aqui) e que acabou super me provocando a escrever, e outras coisas que a algum tempo estão me deixando com uma sensação meio que nostálgica na boca, saca como?
Maquina fotográfica com filme, maquina de escrever, fita k7 ou até mesmo o bom, velho e clássico vinil. É o tempo do “analogico”, das correspondências, cartas e cartões de Natal, de quando minha mãe sonhava em ter uma TV 29 polegadas e não uma 4205184608476” slim com conversor digital e o escambal...
Mas retornando...
Durante o filme, dei um pulo da cama, e fui fuçar no meu armário, procurar a minha maquina fotográfica. Uma Kodak analogica “KB-10”, que ganhei de presente dos meus pais quando tinha uns 10 anos e sai fotografando cada sombra que via em minha frente. Ela estava no fundo do guarda roupas, junto com uma “k7” regravada dos Mamonas Assassinas, e umas fotografias da minha infância. Da mesma forma que a maquina de escrever da minha mãe esta no porão lá de casa, cheia de pó, junto com um radinho toca fitas, rs.
Lembra? De quando agente tirava fotografias e piscava, ou tremia, ou até aquelas fotos espontâneas, no susto, que tirávamos da mãe e de todo mundo? E não dava para deletar, já estava ali. Você ia descobrir o que havia rolado delas um século depois quando mandava revelar o filme. É, até parece que agente ficava mais bonito naquelas fotos... Sei lá. As coisas eram mais vivas, mais originais, sem milhões de fotos para colocar no orkut, mensagens instantâneas, e-mails e essas porrarada toda.
Naquela época os sentimentos eram reais, a saudade existia, o afeto não era momentâneo, tipo hoje: gosto de você e amanhã não mais, as pessoas se visitavam, almoço na casa da vó, era a maior festa, todos os primos reunidos, bagunça a rodo, e muita coisa pra contar.
Hoje você simplesmente conhece um “amigo” na internet, baixa a musica que ta afim de escutar ali mesmo, já entra no MSN fala com quinze milhoes de pessoas, e no final da noite não lembra de PORRA nenhuma do que fez, do que conversou com seu “melhor amigo”, ou qualquer coisa assim. Não vive mais, é tudo digital, tudo... (Vai dizer que daqui a pouco vão estar fazendo sexo pelo computador, se já o fazem né?? O orgasmo deve ser virtual.. rs)
Mas isso ficou na minha cabeça, faz parecer que o que temos hoje é superficial, ninguém vive de verdade, como já falei em textos anteriores, vivemos na sociedade do agora, tudo pra agora, pra ontem. Com amigos virtuais, imagens e lembranças feitas no photoshop e musicas feitas no computador.
Cadê a espontaneidade, o realismo, o contato, a emoção, o feeling... rs. Acho que estou na década errada. Claro, aqui não estou menosprezando a tecnologia, a evolução dos meios de comunicação, da rapidez da noticia e todas essas coisas, a própria globalização, só critico a forma como tudo isso está sendo apropriado pelas pessoas.
Eu não sou descartável e as pessoas que considero minhas amigas também não! Meus momentos felizes não são falsos e simplesmente para “grudar” no meu álbum do orkut.... Vou rebubinar o filme e ver onde eu parei no tempo OK??